Napoleão foi o maior responsável por levar os ideais revolucionários "Liberdade, Igualdade e Fraternidade" para toda a Europa.
A ERA
NAPOLEÔNICA
Por Marcos Faber
As constantes ameaças da
Santa Aliança (Áustria, Prússia, Rússia e Inglaterra), que temiam o sucesso da
Revolução Francesa, obrigaram a França a fortalecer seu exército revolucionário.
Com Napoleão no governo, a
França deixou de ser atacada para atacar seus inimigos. Áustria e Prússia logo
foram conquistadas. Porém, a Inglaterra, que tinha uma marinha imbatível,
continuou oferecendo perigo aos franceses, que por sua vez eram imbatíveis em
terra.
Pintura
representando o ato de Napoleão de tomar a coroa das mãos do papa para se auto
coroar imperador. Curiosamente, apesar do papa Pio VII estar presente no
evento, esta cena nunca aconteceu de fato. Enttretanto, a pintura pode ser interpretada
como um símbolo da tentativa, por parte do líder francês, de tomar o poder
ideológico da Igreja Católica para si.
Para minar a Inglaterra,
Napoleão declarou o Bloqueio Continental, proibindo os países do
continente europeu de comercializaram com os ingleses sob pena de invasão pelo
exército francês.
Portugal e Espanha, que
tinham economias dependentes da Inglaterra, desobedeceram ao Bloqueio, em
consequência Napoleão invadiu aos dois países em 1808.
Em 1811, foi a vez da
Rússia desobedecer ao Bloqueio Continental. Com isso, Napoleão invadiu o país.
Entretanto, conforme o exército francês penetrava no território russo,
encontrava vilarejos e cidades abandonadas e destruídas. Os campos eram
encontrados queimados, os animais mortos e os poços envenenados.
O desastre foi total. Sem
suprimentos, cansados e enfrentando um rigoroso inverno, Napoleão foi obrigado
a recuar, retornando à França. Dos 600 mil soldados franceses que invadiram à
Rússia, somente 60 mil retornar com vida.
Derrotado e sem apoio
político, Napoleão foi preso em 1815 após a Batalha de Waterloo.
Áustria, Rússia, Prússia e
Inglaterra (Santa Aliança) reuniram-se no Congresso de Viena, na Áustria, com o
objetivo de fazer a Europa retornar ao que fora antes das Guerras Napoleônicas.
As fronteiras foram restabelecidas com as antigas monarquias, que haviam sido
vencidas pelos franceses, retornando para seus tronos.
Outra pintura de
Jacques-Louis David, o pintor era amigo pessoal de Napoleão Bonaparte.
A Primavera dos Povos
Como vimos na página
anterior, a Santa Aliança tentou, por meio do Congresso de Viena, eliminar as
conquistas da Revolução Francesa. Entretanto, o espírito revolucionário não
pôde ser extinto. Assim, entre 1830 e 1848 vários países europeus
(especialmente aqueles que haviam sido invadidos por Napoleão) foram sacudidos
por uma série de revoluções populares (a chamada Primavera dos Povos) que modificou
a história da Europa e, consequentemente, da humanidade.
No campo ideológico, os
movimentos tinham por base o socialismo, o anarquismo e o comunismo
(especialmente nas concepções de Karl Marx e Friedrich Engels – o livro O Manifesto Comunista foi
originalmente lançado em 1848, ano em que a maior parte das revoltas ocorreu).
Contudo, a maior parte das
revoltas foi controlada, e as mudanças sociais que os movimentos
revolucionários tanto haviam lutado, acabaram sendo abafados. Entretanto, a
organização dos movimentos operários e camponês seria mantida, ecoando em
décadas posteriores.
A
Primavera dos povos na Europa:
Itália: início do movimento que
unificou o país em 1861.
Alemanha: Proliferação de movimentos
operários e trabalhadores.
Áustria: devido a uma série de
manifestações populares o imperador abdicou do trono em 1848. Porém, o monarca
retornaria ao seu posto quatro anos depois.
Hungria: ocorrem rebeliões por todo
o pais. Contudo, a Áustria invadiu a Hungria, abafando as rebeliões.
França: o rei Luís Felipe, que
havia retornado ao trono após a vitória da Santa Aliança, é deposto. Napoleão
III proclama o Segundo Império Francês.
A Primavera dos Povos também se fez sentir
no Brasil, com a Revolução Praieira, ocorrida na província de Pernambuco,
em 1848.
Por que a Revolução Francesa é
considerada um marco de nossa história? Ela realmente foi um sucesso?
Ao lermos os textos
anteriores, podemos afirmar que a Revolução Francesa foi um grande
sucesso, sendo um importante marco na História da nossa civilização. Pois, ela
significou o fim do sistema absolutista e dos privilégios da nobreza e do
clero. O povo ganhou mais autonomia e seus direitos sociais passaram a ser
respeitados, com a vida dos trabalhadores urbanos e rurais melhorando bastante.
Por outro lado, durante a Revolução
Francesa, a burguesia conduziu o processo de forma que garantisse seu domínio
social. Assim, as bases de uma sociedade burguesa e capitalista (como se mantêm
até hoje) foram estabelecidas ainda durante a revolução.
Também cabe ressaltar que
a Revolução Francesa influenciou, com seus ideais iluministas, uma série
de revoluções por toda a Europa (a Primavera
dos Povos), assim como a independência de vários países da América Espanhola
e, também, nos movimentos brasileiros de Inconfidência Mineira e Revolução
Farroupilha. Ou seja, os ideais da Revolução Francesa estão presentes na
gênese de praticamente todos os países ocidentais e orientais.
O lema dos revolucionários franceses: 'liberdade, igualdade e fraternidade', estão presentes na bandeira do país (e de outros também). "A Liberdade é Azul, a Igualdade é Branca e a Fraternidade é Vermelha". Ideais que se espalharam por todo o mundo.





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